{"id":713,"date":"2023-06-14T16:28:42","date_gmt":"2023-06-14T16:28:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/?p=713"},"modified":"2023-06-14T16:28:42","modified_gmt":"2023-06-14T16:28:42","slug":"tecnologia-e-democracia-ainda-faz-sentido-falar-em-exclusao-digital","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/?p=713","title":{"rendered":"TECNOLOGIA E DEMOCRACIA: ainda faz sentido falar em exclus\u00e3o digital?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-720 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/acessonegado.png\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"159\" srcset=\"http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/acessonegado.png 350w, http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/acessonegado-300x136.png 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Todos os dias, com abissais exce\u00e7\u00f5es, nos deparamos do momento que acordamos, at\u00e9 o outro dia, no momento que acordamos novamente, com a realidade digital. Esta amplamente inserida em nossas rela\u00e7\u00f5es sociais, organiza nossas agendas, guarda nossas mem\u00f3rias e recentemente at\u00e9 interage em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">linguagem natural, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">aproximando-se ainda mais de nosso dia a dia. Configurando-se como meio que possibilita \u00e0s pessoas uma forma diferente de se relacionar com outras pessoas e com o mundo. Se esta premissa \u00e9 v\u00e1lida, o que aconteceu com a<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> exclus\u00e3o digital<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">? Ser\u00e1 que o tempo e o avan\u00e7o do neoliberalismo supriram essa falta de acesso?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Castells (2007), a diferen\u00e7a de pa\u00edses garantirem ou n\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o acesso e desenvolvimento das tecnologias \u00e9 fonte crucial de desigualdades em nossas sociedades pois em um contexto de domina\u00e7\u00e3o das \u201celites\u201d, o \u201cpovo\u201d permanece limitado. De forma complementar, Gomes (2018) salienta que, a exclus\u00e3o digital torna os pobres ainda mais pobres e determinadas regi\u00f5es e pa\u00edses vulner\u00e1veis ainda mais vulner\u00e1veis, por tanto,\u00a0 pensar a exclus\u00e3o digital como uma quest\u00e3o \u00e9 t\u00e3o relevante quanto pensar a exclus\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> d\u00edvida digital<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, de acordo com Gomes (2018), aponta para as desigualdades pol\u00edticas causadas pela exclus\u00e3o digital, estabelecendo desigualdades entre membros de uma determinada sociedade ou tamb\u00e9m a desigualdade de acesso \u00e0 tecnologia entre diferentes pa\u00edses e regi\u00f5es. Pontuando o autor, que a desigualdade \u00e9 um problema recorrente na democracia contempor\u00e2nea, para qual, temos a inclus\u00e3o social de alguns e de outros n\u00e3o. Atenuando diferen\u00e7as entre indiv\u00edduos e entre grupos destas sociedades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das caracter\u00edsticas da sociedade informacional \u00e9 que os trabalhadores do conhecimento utilizam-se da capacidade de cria\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de conhecimentos. Portanto, pauta-se na gera\u00e7\u00e3o, no processamento, no armazenamento e na transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, impulsionada por demandas de mercado, ditadas pelas exig\u00eancias da globaliza\u00e7\u00e3o. Assim, o desenvolvimento intelectual dos indiv\u00edduos que atuam utilizando-se de novos conhecimentos e de novas capacidades, contribuem para a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e \u00e9 o principal motor no desenvolvimento econ\u00f4mico mundial (ALONSO, FERNENDA e SANTANA, 2010; CASTELLS, 2007). O contraste daqueles que <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">despossuem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> estas capacita\u00e7\u00f5es, \u00e9 aquilo que Boaventura Santos (2020) chamaria de diferen\u00e7a abissal, entre os pa\u00edses centrais e perif\u00e9ricos, entre aqueles indiv\u00edduos ou grupos sociais que possuem e os que est\u00e3o no outro extremo do abismo, na condi\u00e7\u00e3o das aus\u00eancias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desta forma, inseridos em um mundo envolto pela perspectiva neoliberal e atravessado pelos processos de globaliza\u00e7\u00e3o, o nosso contempor\u00e2neo \u00e9 caracterizado por contradi\u00e7\u00f5es e desigualdades, em uma sociedade organizada em redes para qual \u00e9 ineg\u00e1vel a import\u00e2ncia das TICs. Pois, o acesso aos bens materiais, educacionais, culturais e aos direitos garantidos pelas institui\u00e7\u00f5es passam muitas vezes pelos meios digitais. Assim, a quest\u00e3o principal \u00e9: como \u00e9 poss\u00edvel perceber as rela\u00e7\u00f5es entre exclus\u00e3o\/inclus\u00e3o digital e exclus\u00e3o\/inclus\u00e3o social\u00a0 no Brasil?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como poder\u00edamos observar estas rela\u00e7\u00f5es? Autores como Wilson Gomes, Luiza Alonso e Manuel Castells alertam que a inclus\u00e3o digital n\u00e3o garante a inclus\u00e3o social, apesar de ser fator importante mas n\u00e3o \u00fanico na luta contra as desigualdades. Na pesquisa realizada por Alonso, Fernenda e Santana (2010), esses termos s\u00e3o simplificados, diferenciando a inclus\u00e3o social como sendo a participa\u00e7\u00e3o ativa do cidad\u00e3o na comunidade, no governo e na sociedade civil proporcionando acesso e frui\u00e7\u00e3o de bens materiais, educacionais e culturais. Enquanto, a inclus\u00e3o digital refere-se a a\u00e7\u00f5es que buscam inserir o cidad\u00e3o oferecendo-lhes, atrav\u00e9s do aprendizado, as habilidades necess\u00e1rias para manipular as TICs.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desta lacuna, busca-se descrever alguns dados da sociedade brasileira abordando um objetivo, o acesso a internet. Traz o enfoque tem\u00e1tico a partir de tr\u00eas eixos (i) grau de instru\u00e7\u00e3o; (ii) faixa et\u00e1ria; e (iii) classe social. Os dados foram coletados no site do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br), que utiliza como fonte o Censo Demogr\u00e1fico, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), ou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNADC) realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Focalizado na varia\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o do acesso dos brasileiros \u00e0 internet, considerando-se ao menos um acesso ao longo de toda a vida (ano de refer\u00eancia 2021).\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Resultados<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os resultados encontrados demonstraram em n\u00fameros as desigualdades sociais e digitais. Estas desigualdades se apresentaram nos tr\u00eas eixos analisados. De acordo com TIC Domic\u00edlio (2021), em 2008 aproximadamente 20% das resid\u00eancias tinham acesso \u00e0 internet, valor que quadruplicou alcan\u00e7ando aproximadamente 82% dos lares em 2021. Ainda que a diferen\u00e7a de acesso \u00e0 internet tenha reduzido entre as classes A e D-E \u00e9 importante notarmos que em 2015, 99% dos lares de classe A j\u00e1 possu\u00edam internet e em 2020, j\u00e1 eram 100%, enquanto nas classes D-E em 2015, 16% tinham acesso e em 2021 este n\u00famero era de 61%.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400\">De outra forma, a desigualdade se apresenta quando analisa-se os indiv\u00edduos que j\u00e1 acessaram a internet. Nesta quest\u00e3o, os dados retratam cerca de 183 milh\u00f5es de pessoas acima de 10 anos. Das quais, 86,36% j\u00e1 acessaram e 13,64% nunca acessaram a internet, o que \u00e9 o equivalente a 25 milh\u00f5es de pessoas que ainda n\u00e3o acessaram a internet durante suas vidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre as classes sociais essa diferen\u00e7a mostra suas propor\u00e7\u00f5es. Os indiv\u00edduos correspondentes a classe A e B em grande parte t\u00eam ou tiveram acesso \u00e0 internet, enquanto que os indiv\u00edduos das classes C e D-E, correspondentes a 80% do p\u00fablico da pesquisa, est\u00e3o entre os com menor acesso. As classes C e D-E ainda concentram todos os indiv\u00edduos que n\u00e3o sabiam se tinham acessado a internet, aproximadamente 50 mil pessoas. Ainda, na an\u00e1lise do acesso \u00e0 internet, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa et\u00e1ria, podemos observar que quanto maior a faixa de idade maior o n\u00famero de pessoas que nunca acessaram a internet. E, em rela\u00e7\u00e3o ao grau de instru\u00e7\u00e3o, quanto menor a escolaridade maior o n\u00famero de pessoas que n\u00e3o acessam (Gr\u00e1fico 1).\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Gr\u00e1fico 1: Porcentagem dos indiv\u00edduos que acessaram a internet (2021)<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-717 size-full\" src=\"http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/Grafico-1.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/Grafico-1.png 1000w, http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/Grafico-1-300x150.png 300w, http:\/\/www.compadd.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/Grafico-1-768x384.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Organiza\u00e7\u00e3o: Elaborado pelo autor (2022)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Considera\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando observamos a realidade da sociedade brasileira na contemporaneidade atrav\u00e9s dos n\u00fameros, nos deparamos com uma condi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 nova mas est\u00e1 imbu\u00edda de novos elementos que trazem outros pontos para as an\u00e1lises. Ao focarmos na desigualdade entre as diferen\u00e7as de instru\u00e7\u00e3o, de idade e de condi\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica, \u00e9 not\u00f3ria que ela acentua-se em rela\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0s TICs, em determinados segmentos. Estes segmentos correspondem a uma parcela consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o, est\u00e3o entre os que mais demandam dos servi\u00e7os p\u00fablicos e os que t\u00eam mais dificuldade de acesso. <\/span><span style=\"font-weight: 400\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo com o crescimento do acesso a internet, este n\u00e3o \u00e9 absoluto e entre os que o possuem \u00e9 distribu\u00eddo de forma desigual. Pois, enquanto que os grupos mais abonados, os mais instru\u00eddos e as classes A e B, desfrutam da comodidade da internet em seus lares \u00e0 anos, entre as classes C e D-E e entre os menos instru\u00eddos, ainda hoje, existem milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o possuem esta condi\u00e7\u00e3o. Ainda vale real\u00e7ar que, apenas entre as classes menos favorecidas e instru\u00eddas, est\u00e3o aqueles que n\u00e3o sabiam se haviam acessado a internet, atenuante de exclus\u00e3o.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferen\u00e7as entre as faixas et\u00e1rias, aqueles considerados como gera\u00e7\u00e3o dos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Baby Boomers<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> tem uma rela\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil e mais recente com as TICs, esta gera\u00e7\u00e3o que encontra-se aposentada ou em vias de se aposentar, demandam de servi\u00e7os p\u00fablicos que em muitos casos s\u00e3o intermediados atrav\u00e9s das TICs e podem depender da habilidade do usu\u00e1rio para sua frui\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Este artigo buscou explorar a tem\u00e1tica da desigualdade em rela\u00e7\u00e3o ao acesso e frui\u00e7\u00e3o da internet no Brasil. Longe de esgotar, tenta instigar o debate a respeito da inclus\u00e3o\/exclus\u00e3o digital e da inclus\u00e3o\/exclus\u00e3o social. Seria poss\u00edvel afirmar que quanto mais inclus\u00e3o social, mais inclus\u00e3o digital? e que, consequentemente ter\u00edamos, de forma an\u00e1loga, o oposto, quanto mais exclus\u00e3o de um lado mais de outro?\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">ALONSO, L. B. N.; FERNEDA, E.; SANTANA, G. P. Inclus\u00e3o digital e inclus\u00e3o social: contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas.<\/span><b> Barbaroi<\/b><span style=\"font-weight: 400\">,\u00a0 Santa Cruz do Sul ,\u00a0 n. 32, p. 154-177, jun.\u00a0 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CASTELLS, M. <\/span><b>A Sociedade em Rede<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: a era da informa\u00e7\u00e3o: economia, sociedade e cultura. 6. ed. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 2007. 698 p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CETIC. (2022) <\/span><b>Portal de dados Cetic<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"https:\/\/data.cetic.br\/explore\/\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/data.cetic.br\/explore<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Acesso em 08 set. 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">GOMES, W. <\/span><b>A Democracia no Mundo Digital<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: hist\u00f3ria, problemas e temas. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Sesc, 2018. 114 p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">GOMES, W. <\/span><b>Da era da televis\u00e3o \u00e0 era digital: mudan\u00e7a na comunica\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em Democracia Digital. Aula em formato de texto, 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SANTOS, B. de S. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">2020 Aula Magistral #5 <\/span><b>&#8220;O tempo e as metodologias p\u00f3s-abissais&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Realiza\u00e7\u00e3o de Centro de Estudos Sociais. Roteiro: Boaventura de Sousa Santos. Coimbra: Centro de Estudos Sociais, 2022. P&amp;B. Licen\u00e7a de atribui\u00e7\u00e3o Creative Commons. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=n49Ho2ImFgw. Acesso em: 13 jun. 2022.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os dias, com abissais exce\u00e7\u00f5es, nos deparamos do momento que acordamos, at\u00e9 o outro dia, no momento que acordamos novamente, com a realidade digital. 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